Indígena Terena







 

Indígenas Mebêngôkre e Terena - Mato Grosso


Indígenas Mebêngôkre e Terena - Mato Grosso



Indígenas Mebêngôkre conhecido como Kayapó) chegaram na área Terena denominada Gleba Iriri - Terra indígena Terena Iriri Novo no ano de 2009.

Na foto acima o indígena de cocar de pena de ema, segurando uma taboca (instrumento de dança) e usando uma saia de folha de buriti (material de dança) é o indígena Terena. Ele é o cacique de dança Gildo Jorge Roberto.

O outro indígena com uma criança é o indígena Kadjure ele pertence o povo Mebêngôkre (Kayapó). Morador da aldeia Poreby.

Quando o grupo Mebêngôkre foi pedir para morar na Terra Indígena Terena, procurou o cacique Terena Cirenio Reginaldo Francisco. 

A maioria da comunidade Kunonety Poke’é Terena concordou em deixar o grupo indígena Mebêngôkre morar na área Terena. 

O grupo constituiu uma aldeia Próxima à aldeia Kuxonety Poke’é, a uma distância de aproximadamente 5 (cinco) quilometros.

Os indígenas Mebêngôkre constituíram a aldeia e a nomearam de Mopkrore. Em 2009 os Terena de Mato Grosso  tiveram os primeiros vizinhos Mebêngôkre (Kayapó), moradores da aldeia Mopkrore instalada na área Terena.

 A aldeia Mopkrore era constituída por 11 (onze) casas, com uma população de 79 (setenta e nove) pessoas.

A comunidade era liderada pelo cacique, o ancião Takamare Kayapó, ele era o cacique da aldeia Mopkrore. 

O grupo morava no estado do Pará, eles deparavam com grande dificuldade de locomoção para suprirem suas necessidades e demandas da comunidade. Então o grupo do povo Mebêngôkre que constituiu a aldeia na área Terena é um núcleo familiar.

 Antes das famílias Mebêngôkre se mudarem para a Terra Indígena Terena, mais especificamente perto da aldeia Kuxonety Poke’é Terena eles estavam morando próximos dos parentes panará.

A causa da mudança foram por motivos de ser complicado o acesso às coisas que poderiam suprir e facilitar a necessidade do povo. Questões relacionado, atendimento da educação, saúde, assistência da Funai e acesso a cidade para resolver as demandas da comunidade. 

Em uma entrevista feita pela pesquisadora Sueli Leite Jesus no ano de 2018 o Cacique Takamare relata.

“Antes eu morava na aldeia Kankãnkubem perto dos Panará. Lá era difícil porque tinha que descer de barco e no tempo de seca o rio não fica bom e, então, pensei assim:

Vou ter que fazer uma aldeia que dá estrada e daí, eu consegui falar com o meu tio Megaron e ele falou: vou ver lá perto dos Terena pra ver se tem alguma terra boa pra vocês morar lá.

E eu fiquei na aldeia dele até ele conseguir achar essa daqui. É bom morar perto dos Terena porque eu e Cirenio nos damos muito bem. Eu tenho pé de bananeira, de mandioca, de mamão que Cirenio me deu para plantar.

Até hoje ninguém reclamou de nada. Só a nossa família mora aqui dentro da aldeia Mopkrore. Eu tinha uma filha que já faleceu, mas que vai estar sempre aqui nessa aldeia". (Takamare Kayapó, entrevista traduzida por Bekwynhky Kayapó em 02/10/2018).

Indígena Cacique Takamare volta para o Pará

 Atualmente o primeiro cacique Takamare Kayapó não está mais na aldeia, preferiu voltar para o Pará, mas a maioria das famílias preferiam ficar na aldeia perto dos indígenas Terena. 

Depois que o ancião cacique Takamare Kayapó retornou, os indígenas Mebêngôkre que permaneceram na aldeia deram um novo nome para a aldeia dos Indígenas Mebêngôkre (Kayapó).

O novo nome que nomearam para aldeia é “Poreby”. É importante lembrar e esclarecer mais uma vez que antes era aldeia Mopkrore e atualmente é aldeia Poreby.

Festas e esportes

Quando acorrem festas do povo Terena, festas tradicionais, formaturas, festas religiosas e outros os Mebêngôkre participam ativamente junto com os Terena.

Em relação ao esporte os atletas indígenas Mebêngôkre também participam com os indígenas Terena nos campeonatos de futebol e outros esportes internos e externos.

Educação escolar

Os alunos Mebêngôkre estudam na escola estadual Indígena Terena de Komomoyea Kovoêro. Os alunos Mebêngôkre estudam na educação infantil, alfabetização, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

O nome da escola "Komomoyea Kovoêro" é na língua Terena. Em português é "visão de águia". 

Cacique Takamre Kayapó relata. “Os meus netos que moram aqui, estudam na central da Escola Komomoyeá. Agora os EJA estuda aqui nessa aldeia. 

As crianças estudam lá e estão aprendendo com os Terena cada vez mais”. (Takamare Kayapó, entrevista traduzida por Bekwynhky Kayapó em 02/10/2018).

Na foto está o cacique Takamare Kayapó na aldeia Mopkrore. Hoje aldeia Poreby.


Em outras aldeias Mebêngôkre tem salas anexa da escola estadual Indígena Terena de Komomoyea Kovoêro. 

Neste ano de 2023 completa 14 anos que os indígenas Mebêngôkre está morando na área Terena.

Os indígenas Terena e Mebêngôkre que ficam localizado no município de Matupá no norte do estado de Mato Grosso se tornaram amigos e se respeitam.

 Neste ano de 2023 cada povo vivem em harmonia na sua aldeia na área Terena e são amigos e companheiros de luta. 

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